28.9.11

Peter Murphy

«Ninth» pode não ser O álbum, mas é um bom álbum sim, na minha modesta opinião. Não há grande consenso em relação ao álbum em si...há quem ache que não traz nada de novo. Eu sinto este álbum como um regresso às origens do Murphy, um álbum com energia, bastante «guitarrado». Absolutamente reconhecível. Peter Murphy. Sempre. «Never Fall Out», «Uneven & Brittle», «The Prince & The Old Lady Shade», enchem-me a alma. De todo. É impossível não se ficar enredado nestas faixas. Mas eu sou e serei sempre suspeita. Tenho uma profunda admiração por esta criatura que situo entre o divino e o sublime. Uma das melhores vozes que conheço. Um espetáculo sempre fabuloso. Sempre. Claro que depois de «Dust» a fasquia ficou muito alta. Para mim, «Dust» é, indiscutivelmente, o melhor álbum do Murphy, o álbum dos álbuns, aquele que não cabe em categoria alguma por transcender tudo o que dele se possa dizer. É denso, intrincado, misterioso, cifrado, místico. «Ninth» ouve-se de uma ponta à outra de uma forma fluida. «Dust» deixa-me num outro estado de consciência. Ainda assim, «Ninth» é um bom álbum sim. Mal posso esperar por sábado. Estarei presente, religiosamente e, lá na frente. Para ver se ele me dá o tal anel (eheheheh). Para não perder pitada. Para não me distrair um segundo. Para sair de lá mais completa.



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