«Sempre» é demasiado tempo. Muito tempo. Tempo demais. «Sempre» é o tempo que eterniza o momento, que o arrasta para eternidade de forma perfeitamente imutável, cristalizada. «Sempre» é o tempo que não perdoamos à efemeridade do que somos, no que somos. Para «sempre» é o que não podemos circunscrever...este para «sempre» que nos aparece como a fatalidade do «nunca» que, no pólo exatamente oposto, espera que o «sempre» fracasse, como fracassa o «nunca», arrancado à impossibilidade do que não controlamos. Com a mesma resignação. Com a mesma inevitabilidade.
Esmagados pela promessa do «sempre», avançamos teimosamente no escuro...mas a verdade é que nunca chegaremos a ser coisa alguma. se não quisermos ser sempre e, ainda assim, mais do que julgamos ser...
