22.6.11

Precisamente porque queremos (?)

Até que ponto certas coisas são mesmo necessárias na nossa vida? Podemos sempre perguntar. Até que ponto confundimos a necessidade dessas coisas com a vontade de as ter? Com que objectividade ou rigor conseguimos separar as coisas que queremos das coisas de que precisamos? Tantas, mas tantas vezes confundimos uma coisa com a outra! Talvez queiramos as coisas e, então, justificamo-nos com a sua necessidade, ou talvez apenas necessitamos das coisas, mas inconformados com essa mera necessidade, lhe acrescentemos o querer...só para dar a «ilusão» de liberdade, do «eu quero». Ou será que, no limite, apenas necessitamos do que efectivamente queremos e uma coisa nada tem que ver com a outra? Aquilo que eu queremos faz-nos felizes. Aquilo que não queremos, não faz. Queremos e, por isso, precisamos das coisas. Se deixarmos de querer, deixamos de precisar delas. Deixam de ter lugar no meio das nossas necessidades. Mas o que nos faz querê-las senão a noção de que é disso que precisamos? Que nos são imprescindíveis, inadiáveis? Queremos e necessitamos. Conceitos que parecem provir de esferas distintas - uma, a da liberdade e a outra, a da inevitabilidade - mas que se cruzam, misturam e tendem a ser umaPres só, ou realidades distintas que mantemos, teimosamente separadas, no sentido de nos justificarmos.

16.6.11

Insubstituível

É muito difícil explicar o quanto gosto desta peça...é magistral. Foi a banda sonora de muitas e muitas horas de estudo em Coimbra, de muitos textos e pensamentos...não há como substituir isto por outra coisa. Jarrett é genial...vou e venho, percorro músicas e bandas, e todas muito boas, com toda a certeza...mas volto sempre aqui. Sempre.


11.6.11

Noise

De que te lembras quando te lembras? Que traço é esse na memória que te acorda?
O que esperas quando já não esperas? De que esperas são feitos os teus dias?
Quantos cheiros e fios de cabelo passeiam ainda por entre os teus dedos?
Que palavras te atordoam? Te paralisam? Te assaltam?
Que sonhos arrastas para além do sonho, nos momentos em que a lucidez se faz de imagens?
De que palavras foges? De que sentidos te escondes?
Onde é o precipício, essa vertigem de nada para onde a gravidade puxa?
Onde está o ar gelado das alturas que quebra as tuas asas?
De onde me falas quando te ouço?

7.6.11

Quando o mundo nos leva para longe de nós...

(não aprecio Mafalda Veiga, ou melhor, não gosto, mas algumas letras são fabulosas...estas linhas, em particular, dizem-me muito...)

Mesmo que a vida mude os nossos sentidos
e o mundo nos leve para longe de nós
e que um dia o tempo pareça perdido
e tudo se desfaça num gesto só...

Eu vou guardar cada lugar teu
ancorado em cada lugar meu...
(M.Veiga)

5.6.11

Aguardando os resultados eleitorais...



Voar...

Este é um post quase repetido, mas hoje, hoje pareceu-me fazer tanto sentido...fica aqui de novo....

Mudar o foco do olhar…
Sentir que nada mais há do que o horizonte longínquo
que os pensamentos sobrevoam…
E fica o rasto de uma música feita nas estrelas
e o ar que se respira na alma…