«Sempre» é demasiado tempo. Muito tempo. Tempo demais. «Sempre» é o tempo que eterniza o momento, que o arrasta para eternidade de forma perfeitamente imutável, cristalizada. «Sempre» é o tempo que não perdoamos à efemeridade do que somos, no que somos. Para «sempre» é o que não podemos circunscrever...este para «sempre» que nos aparece como a fatalidade do «nunca» que, no pólo exatamente oposto, espera que o «sempre» fracasse, como fracassa o «nunca», arrancado à impossibilidade do que não controlamos. Com a mesma resignação. Com a mesma inevitabilidade.
Esmagados pela promessa do «sempre», avançamos teimosamente no escuro...mas a verdade é que nunca chegaremos a ser coisa alguma. se não quisermos ser sempre e, ainda assim, mais do que julgamos ser...

8 comments:
"sempre"... ainda tenho bem presente uma aula, (5 anos atrás, talvez) que falamos de "sempre" e de "para sempre"... e deixou-me 'sempre' a pensar...
Beijinho
(ainda bem que voltou!!!)
OLá, Daniela!!!...Sim, sempre te lembras!!! eheheh...é verdade...mas não sei se voltei...às, vezes, antes de morrer, parece que se dão sinais de vida...;-)
Lembro-me de numa aula falarmos de "para sempre" e a professora dizer "Irra, que nunca me digam isso! Para sempre é demais!". Há umas tantas coisas das suas aulas que me ficaram gravadas, bem gravadas. Entre tantas, o "para sempre" foi uma.
Não deixe o seu blog morrer assim, o pensar não morre.
Um beijinho com saudade e todo o carinho
Joan
só nas minhas aulas não se falou disto? :'(
Hello. And Bye.
IM, como se vê pelos comentários acima, é preciso voltar mesmo. Não é bom desaparecer "para sempre" eheheheheh ;)
um beijinho com muita saudade destes textos inteligentes e densos. e tuas, claro está.
Gi: the artist formerly known as "Arroz de Casca"
"é preciso voltar mesmo"
sublinho ... :)
Olá Professora,passei por aqui apenas para lhe desejar as maiores felicidades na vida,como agora tenho a minha vida no porto porque estou a estudar farmácia na FFUP não terei muitas oportunidades para a cumprimentar aí em Fiães.Contudo,espero um dia destes visitá-la a si e a outras pessoas que me marcaram muito durante o secundário.Passados estes anos fica sobretudo a nostalgia ao recordar esses tempos.Com saudades das suas aulas,de si,da disciplina e da forma como lecionava, Carlos Costa
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