De que te lembras quando te lembras? Que traço é esse na memória que te acorda?
O que esperas quando já não esperas? De que esperas são feitos os teus dias?
Quantos cheiros e fios de cabelo passeiam ainda por entre os teus dedos?
Que palavras te atordoam? Te paralisam? Te assaltam?
Que sonhos arrastas para além do sonho, nos momentos em que a lucidez se faz de imagens?
De que palavras foges? De que sentidos te escondes?
Onde é o precipício, essa vertigem de nada para onde a gravidade puxa?
Onde está o ar gelado das alturas que quebra as tuas asas?
De onde me falas quando te ouço?
6 comments:
Penso que a IM há-de ter sempre passo para me acompanhar :)
eu ainda vou muito atrás, muito.
Bem, este dia foi complicado... e este texto, veio assim "resumi-lo".
"O que esperas quando já não esperas? De que esperas são feitos os teus dias?"
"De onde ma falas qd te oiço?"
Parabéns, gostei imenso.
"Que palavras te atordoam? Te Paralisam? Te assaltam?"
Foi também o dia onde mais me recordei de um outro escrito seu. O das palavras que sendo o que nos aproximam, são tb o que mais nos afastam. Sem dúvida!! E às vezes no silêcio de uma olhar as coisas se conseguem resolver em segundos. Resolve-se em segundos , o que as palavras afastaram numa tarde de conversa..
«E às vezes no silêcio de uma olhar as coisas se conseguem resolver em segundos. Resolve-se em segundos , o que as palavras afastaram numa tarde de conversa..»
E disseste tudo, Daniela.
Verdadeiras questões aqui colocadas!!!
:)))
Obrigada, Daniela...são as questões que colocamos ao vento quando ele sopra dentro de nós.Não sabemos a sua direcção...de onde vem, para onde vai, mas sopra forte abanando tudo o que somos e arremessando-nos contra uma parede...
E sim...as palavras, sempre as palavras...o que nos dão, mas o que nos roubam...falta saber para que lado pende a balança: a diferença entre o sonho e a realidade...
Sandrinha, TPC lá para o teu tasquito...vamos lá...;-))
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